Myself
lundi, septembre 30, 2002
Estou pensando em escrever um artigo sobre a Divis�o de Poderes e os cargos que disputam as elei��es. Gostaria de saber se achariam interessante, uma vez que a tem�tica desse Blog � muito distinta.
De qualquer modo, quando finalizado, posso enviar a quem desejar.
Update 1: E para aqueles que acusam Lula por ele n�o ter um diploma, leia isso aqui. Li essa not�cia no Jesus, me chicoteia.
Update 2: E a Benedita fala que o que aconteceu aqui no Rio foi obra de 'boatos". Boatos ou n�o, n�o dever�amos ter chegado ao ponto de "boatos" assustarem e fecharem metade de uma cidade. Agora, um ponto importante na minha opini�o: Pessoas falam que isso foi uma jogada pol�tica para desmoralizar o Governo "Benedita". Pres�ten��o. Na verdade, seria o Governo GAROTINHO. Benedita (em quem eu n�o vou votar, mas n�o posso apedrejar nesse caso) n�o foi governadora nem por metade do mandato. O Governo GAROTINHO e Rosinha (sic) sim.) E para aqueles que ainda n�o conhecem: Rosinha N�o (ser� que ainda h� um carioca que n�o saiba desse site?) E pior que eu acho que ela ganha....
samedi, septembre 28, 2002
Outro lado da Moeda
o meu oposto
o meu oposto
Pretendo morar no interior. Fazendas, campos, �rvores. O ar puro. N�o planejo. A vida vai acontecendo. Sinto-me s�, mas nem tanto. Gosto de ficar sozinha, escutar m�sicas tristes, n�o gosto de chorar escondido. Sou de fazer esc�ndalo. N�o tenho f�. N�o acredito nas pessoas - o mundo � ruim.
N�o sei me expressar. Tudo que � meu, est� guardado - dentro de mim. Sou liberal durante a maior parte do tempo. N�o tenho sonhos. N�o quero fam�lia, n�o quero filhos. Morrerei com minha profiss�o. E s�. N�o gosto de m�sica, n�o gosto de dan�ar. Sons diferentes n�o me apetecem. Sou adulta - cresci r�pido demais. N�o gosto do que tem gra�a. N�o sei sorrir. A crian�a dentro de mim nunca existiu.
N�o gosto de Natal, nem Ano Novo. P�scoa? O que � isso? Vivo em f�rias eternas. Sempre tiro f�rias de mim mesma. N�o penso em nada relevante normalmente. N�o quero fazer nada que mude o mundo o meu redor. Umbiguismo mesmo. N�o sou idealista - que seja cada um por si e Deus por todos.
Sou pessimista. Nunca dou minha opini�o. Hipocondr�aca. Ansiosa. Inst�vel. Impulsiva. N�o amo, n�o ligo, n�o sinto nada por ningu�m durante muito tempo. Amo com facilidade e deixo de amar com a mesma rapidez. N�o sei me importar. N�o consigo ter expectativas. N�o penso no futuro. J� est� tudo escrito, n�o h� nada que se possa fazer. Destino.
Gosto de roupas escuras. N�o ligo para unhas ou cabelos. N�o quero saber da minha apar�ncia. Como de tudo. Saladas, carnes, tudo. Mas n�o como doces.
N�o leio. N�o escrevo. N�o sonho com grandes descobertas. Paris n�o me encanta. Nunca aprenderei franc�s. Utopias n�o devem ser perseguidas. Preciso ser realista. N�o entendo o que � abstrato. Facilmente me convencem. N�o sou compreensiva, sou rancorosa e vingativa. Apesar de tudo, tenho muito amigos. Gosto de grandes badala��es. Sou das paix�es fulminates. Quero tempestades. Meus olhos n�o dizem o que sou ou o que sinto, sabem muito pouco.
E n�o sei como me descrever ao contr�rio.
vendredi, septembre 27, 2002
Beijando meu ombro.
Tomando-me pela cintura.
Minhas pernas submissas.
Meu corpo era seu.
Eu o procurava com disfar�ada ansiedade.
Infiltrei-me por entre suas pernas.
Os cabelos tempestuosos arrepanhados em madeixas.
M�os �speras e quentes.
Eu n�o devia olh�-lo daquela forma.
Ele olhava nos meus olhos.
Para minhas curvas.
Nossos reflexos.
Tenho a vis�o do seu corpo a se perder no meu.
O reflexo m�vel da sua boca.
No meio do meu sil�ncio e da sua respira��o havia o meu desejo de possu�-lo como uma coisa s� minha.
Teu cheiro perpetuou-se no meu corpo
Seus olhos percorrendo meu corpo, ainda est�o em meus olhos.
H� gritos aprisionados em mim.
Batidas do meu cora��o mais fortes.
Nossas m�os se buscavam e se entrela�avam ao longo dos corpos num aperto forte.
Vozes se confundindo.
Um torpor profundo.
O sangue j� engrossava feito lava de vulc�o na f�ria alastrante do nosso amor.
jeudi, septembre 26, 2002
Para aqueles que n�o me conhecem, para aqueles que conhecem e acham que n�o sabem de nada e para mim, que muitas vezes me encaixo na segunda op��o.
eu
sou mulher.
moro no Rio de Janeiro.
sou carioca.
tenho 20 anos.
tenho namorado.
sou capricorniana.
n�o acredito (muito) em hor�scopos
sou dram�tica
e rio do meu drama
gosto de escrever sobre qualquer coisa
o que penso
o que sinto
o que nunca senti
o que posso sentir um dia
o que ocorreu
e o que n�o ocorrer�
n�o me acho gorda.
gosto meu cabelo.
amo o que estudo.
choro � toa.
prefiro os amores tranquilos
sou destra.
sei desenhar
jogo xadrez
gosto de dan�ar
odeio quintas-feiras.
n�o vivo sem m�sica.
ou�o pop.
tecno.
rock.
m�sica cl�ssica
MPB.
instrumental.
tango
n�o dan�o tango pq n�o sei.
nunca dancei forr�,
nem pretendo dan�ar.
n�o bebo
n�o fumo
n�o tenho piercing.
n�o uso �culos
e tenho hipermetropia.
j� usei aparelho nos dentes
nunca tive c�ries.
uso roupa cor-de-rosa
vermelha
azul
preta
de todas as cores.
uso salto alto
botas
plataformas
n�o gosto de t�nis.
vivo trope�ando, mesmo sem salto.
fazia teatro
ballet
jazz
como toda menininha
fa�o as unhas regularmente
gasto os tubos em papelarias.
bebo caf�
n�o tenho nenhum dos 4 sisos.
sou choc�latra.
sou chata com comida.
n�o como coisas verdes
n�o gosto muito de carne
gosto de massas
gosto de pizza com massa alta.
assisto desenhos
e agora animes
gosto de com�dias
dramas
filmes de terror
cinema
teatro
pegar filme na locadora
assistir comendo pipoca
n�o sou popular na faculdade.
n�o era no col�gio.
sei dirigir.
sei andar de bicicleta
e de patins tamb�m.
n�o consigo ficar parada por muito tempo,
passo muito tempo sozinha,
mesmo rodeada de gente
j� quebrei
a perna
dedo da m�o
o bra�o
desloquei o joelho
sou toda remendada
nunca fiz dietas
s� durmo de porta fechada.
tenho poucos amigos
tenho amigos de verdade.
sou al�rgica a mertiolate.
amo Janis Joplin
leio Clarice Lispector
li Monteiro Lobato quando pequena
e o Pequeno Pr�ncipe
desistir de ler Saramago
adoro Lya Luft
sou viciada em Blogs
n�o s� em escrever
gosto de ler Blogs.
j� tive mania de roer unhas
minha vaidade acabou com ela
j� tentei ser judia
cat�lica
esp�rita
budista
e acabei n�o sendo nada
n�o tenho religi�o
s� eu
j� me achei o m�ximo.
j� me achei o fim do mundo.
j� me achei?
eu
mercredi, septembre 25, 2002
mardi, septembre 24, 2002
escrever qualquer coisa
o que penso
o que sinto
o que nunca senti
o que posso sentir um dia
o que ocorreu
e o que n�o ocorrer�
o que vai acontecer
passar a limpo
rabiscos
rascunhos
tudo
poemas
palavras jogadas
pensamentos
breves lamentos
palavras brotadas
num r�pido momento
aglutinar algumas letras
e fim.
N�o consigo escrever coisas com muito nexo. Continuo largando palavras por ai..estou escrevendo compulsivamente. Pensando demais. Isso sempre acontece nas f�rias - mas elas acabam agora. Mente ocupada, menos linhas por aqui, acho..
fivelas atadas
pausas mais longas.
temperan�as.
devagar escrevo
uma primeira letra
sobre os vendavais
recreio das horas
interrup��o dos passos.
devagar imprimo
o primeiro
olhar
outro tempo
risco
o pano
aberto
multiplica��o da vida
manh�s frias
devagar vislumbro
o primeiro sorriso
espelhado
no len�ol embolado
integridades
o encontro
farpas e frutas
pe�a mais
e mais e
mais
lundi, septembre 23, 2002
Momento Di�rio
Durante o final de semana v�rias pessoas passaram por aqui.. uma mo�a disse que s� escreve sobre aquilo que vai e vem... os momentos descompassados da sua vida, outra � f� de Clarice como eu e diz que � muitas coisas: atriz, publicit�ria, jornalista... bem, para mim, ela � uma poetisa... At� a mo�a dos girass�is passou aqui e plantou um pouco de carinho como o de costume...
Quanto aos blogs, como esse mo�o falou, com certeza h� muitos espa�os lindos que ainda n�o tive oportunidade de conhecer... mas sempre h� tempo ...
Meu final de semana foi �timo... Fomos para a Regi�o dos Lagos ... eu, Pedro, Gabriel , Iara, Isabele, Tatiana, Priscila e Rafael. Em breve, mais passeios assim. E espero que com sol !!!
Adendo: Dia 21 foi anivers�rio de uma mo�a muito especial. Ela que chegou com a primavera e trouxe mais colorido � vida. Parab�ns Debora! Muitas Felicidades. Hoje e sempre.
vendredi, septembre 20, 2002
A interroga��o, contrastando com a letra ordeira, tombava (desgarrada) no branco final da p�gina.
Peda�os de pap�is jogados pela mesa. Rabiscos. Rasgados.
O que interessa est� escondido.
Aquele jazz que ele adora ainda n�o terminou.
O televisor ligado em um canal de not�cias. A escova ainda sobre a pia molhada.
O seu beijo quase sufocava. Mesmo na lembran�a.
A camisola amassada sob o travesseiro sem fronha, meias-cal�a de seda.
Um batom na geladeira.
Seu �ltimo gole em minha boca.
A porta destrancada, semi-aberta, o molho de chaves esquecido na fechadura pelo lado de dentro.
Um risco tortuoso de r�mel que escorria pelo meu rosto.
Sem pensar muito j� sentia a umidade dos seus cabelos ap�s o banho. Ainda n�o tinha notado como seus cabelos eram negros. Os olhos escuros. Pormenores.
Posso ver as veias matrizes do seu pesco�o descendo como rios sinuosos se aliviando nos afluentes.
Sand�lias de salto agulha deixadas num canto da sala o tapete levemente enrugado pelo andar descuidado.
Entro no apartamento, descal�a e com o rosto preto e tiro o vestido e me deito ao lado dele e pego suas m�os, para que ele passe os dedos na sobrancelha e me fa�a dormir.
A gra�a est� na meia-luz.
O cheiro do medo � de am�ndoas amargas.
Medo
De querer sem querer.
E sem querer, querer.
Das certezas.
Das d�vidas.
De matar o suspiro.
Sufocar os sorrisos.
Largar as m�os.
Fugir dos olhos.
Escutar as palavras.
Doces
R�spidas
Sinceras
Cuspidas num momento v�o.
Medo
De n�o falar.
Engolir as palavras que gritam.
Pulsam
Fervem
Suaves
Tragadas pelo anoitecer.
Medo
De deitar.
Dormir.
Acordar de novo.
E ser tudo apenas um sonho bom.
S�o sil�ncios breves que invadem a alma
Frases ficaram por falar...
jeudi, septembre 19, 2002
Desassossego. Resolvi ir falando o que me der vontade. N�o consigo colocar a cabe�a e o resto em ordem e n�o bebi uma gota de inquieta��o. Estou ansiosa hoje e nem sei o porqu�.
mercredi, septembre 18, 2002
Os corpos porosos dos amantes t�o inconsistentes como as nuvens.
Despidos de quaisquer pensamentos.
Sem forma, se tornam um s�.
As cores escorrem como um papel mergulhado na �gua.
Escorremos.
Em olhares
Toques
Gestos
Sussurros
Suor
Gritos
Com a luz do sol que atinge violentamente meus olhos.
Percebo-me cega.
E enxergo o amor.
mardi, septembre 17, 2002
Gente, estou com problemas com meu provedor. Eles me informaram que depois da tempestade que teve aqui no Rio de Janeiro as antenas resolveram funcionar quando tem vontade. (n�o acreditei muito nisso, mas tudo bem). Al�m disso, s� podem vir aqui em casa sexta-feira, ent�o � prov�vel ficar sem acessar muito at� l�. :o(
Posto quando puder.
Obrigada a todos.
Beijos
vendredi, septembre 13, 2002
N�o sou mo�a de escritas finas, tento apenas fazer a s�ntese de minhas ant�teses.
Dizem, por vezes, que ajo como uma garota que vive no mundo da Lua e talvez, eu s� quisesse ser uma deusa para n�o me preocupar tanto com o come�o do caminho.
Sempre imersa nos meus pensamentos desconexos tento achar o prop�sito disso tudo, acho que na verdade atrav�s dessas letras eu tento me confessar e concretizar meus sonhos vi�veis com a minha quase poesia que surge nos meus momentos de epifanias imperfeitas. Vamos ver no que d� ...
"...
de tudo fica um pouco.
n�o muito.
..."
Essa mo�a passou por aqui e deixou muito.
Turista Acidental
jeudi, septembre 12, 2002
Queria que fosse noite e que eu pudesse querer um beijo de boa noite para dormir bem, e que os rel�gios quebrassem ao anoitecer pro tempo parar...
O calor se torna mais abafado, o frio mais intenso, os sons ensurdecedores. Tudo ganhou for�a. Era o amor que se descobria e continuava a pulsar...
Somos todos t�o estranhos, estamos sempre pisando com um pezinho s� e olhando para os lados, perguntando: Ningu�m vai me ajudar com isto aqui?"
E o amor vive dizendo: 'D� teu jeito"
Na verdade, amamos e morremos de medo, pois o amor nem sempre p�ra na rua pra nos cumprimentar. �s vezes chegamos esbaforidos num lugar, e ele acabou de sair. O lugar onde se sentou ainda est� quente em forma de cora��o, ainda � vis�vel, mas estamos atrasados. Ou ent�o, ele parece que vai ser t�o curto, que d� a apar�ncia de engano.
O amor nos deixa ansiosos, dependentes do tempo, donos dos meses sem fim entre desgostos mais ou menos �bvios, desgostos s�o naturais. E s� aqueles que percebem isso conseguem amar mesmo.
H� gente que acha que amor s�o dois cubos lado a lado. H� quem ache que s�o engrenagens justapostas. H� quem n�o saiba o que fazer do pr�prio amor, e h� os que n�o o conhecem e nem por isso deixam de viver. H� os que n�o sabem lidar com ele e que se apaixonam pela id�ia que fazem do outro e esquecem de reconhecer firma, autenticar ... .
Muitas vezes querem mais do que podem, mas e da�, a realidade, como dizem, enfrentamos todos os dias. Eu prefiro querer tudo isso, todo o meu sonho e quero ver o que acontece. Why not? Hoje, eu amo. E amo.
mercredi, septembre 11, 2002
Momento Di�rio
Bien, se esse Blog t� trocando as imagens � pq meu ultra-hiper cunhado entrou em a��o, meu webdesigner de plant�o. Tks Gabriel :************** T� lindo!!!
Obrigada amor e obrigada cunhado por me ajudarem com o Blog.
Beijos
Update: Quem me perguntar se eu sou a mulher da foto agora, apanha. H� v�rias "mulheres das fotos" agora. :ppppppp
Ela fala sobre correr riscos. Mas o que � a vida sen�o um constante risco?
N�o � melhor viver sem esperar pelo dia que vem? Colher o hoje, desde j�, colher as rosas da vida. Colher cada dia?
Sempre penso nessa met�fora ao pensar em riscos e expectativas.
Eu colhia as flores da manh� rapidamente, antes que viessem as ventanias e tempestades. Armava um enorme buqu�, mas sempre ocorria um imprevisto. Fugiam do meu controle as flores que murchavam, as p�talas que acabavam no ch�o .. o arranjo se desarmava, perdia o brilho e eu percebia que n�o devia ficar preocupada com a dura��o do arranjo, mas que devia admir�-lo enquanto estava ali. Deve ser mesmo f�cil falar. Ser� que � t�o dif�cil viver?
mardi, septembre 10, 2002
Se fecho os olhos com a claridade do dia
Vejo teus olhos profundos
Atravessando minhas carnes
E tuas m�os a passear pelo meu corpo.
lundi, septembre 09, 2002
Hoje uma mo�a no dentista olhou para minha Estrela de David* e me perguntou: -- "No que voc� acredita?"
Essa pergunta � muito familiar, eu muitas vezes me peguei pensando "No que eu acredito?" E sempre tinha como resposta "Fernanda, voc� n�o acredita em nada."
Mas eu respondi: "Acredito na escolha, na decis�o, no desejo, no querer de cada um, no livre arb�trio. Acredito nas pessoas."
Sim, eu acredito em algo que � mais importante do que qualquer coisa, na minha opini�o pelo menos. Eu acredito nas pessoas. Acredito que elas podem ser boas. E que podem ser ruins. Acredito ainda que elas podem ser boas e terem atitudes ruins. E vice versa. Acredito que as pessoas podem ser o que elas quiserem. Acredito no livre arb�trio. Acredito na vontade. Acredito nas alternativas e na possibilidade da escolha. Acredito no erro. E acredito no acerto. Acredito no arrependimento. E acredito no perd�o.
Acredito que temos que deixar o "passado passar". E que devemos viver o agora -- disso depende o amanh�. E acredito que nossa vida depende mais de n�s mesmos do que de qualquer outra pessoa/coisa.
�. Acho que � isso.
*Desde a Idade do Bronze, utilizaram-se estrelas de cinco e seis pontas como decora��o ou como elemento m�gico, sendo encontradas em ru�nas de civiliza��es t�o diferentes e t�o distantes como a �ndia, a Mesopot�mia ou a Gr�-Bretanha. Na �ndia, por exemplo, algumas datam de cerca 3.000 anos antes da era comum. H�, ainda, hexagramas em igrejas medievais e bizantinas. No Isl� era considerado um s�mbolo muito importante. A estrela de seis pontas tamb�m fazia parte dos emblemas de v�rias na��es e atualmente pode ser vista na bandeira de Israel. No entanto, a tradu��o literal do termo Maguen David n�o � Estrela de David, mas sim Escudo de David.
Mais informa��es aqui
vendredi, septembre 06, 2002
Essa mo�a fala sobre expectivas e decep��es... e eu acho uns rabiscos bemmm antigos que n�o sei de onde sa�ram.
Da S�rie: Do fundo do Ba�
Se eu te fa�o unicamente o meu
e tu o teu
corremos o risco de perdermos
um ao outro e a n�s mesmos
N�o estou neste mundo para
preencher tuas expectativas
Mas estou no mundo para me
confirmar a ti
Como um ser humano �nico para
ser confirmado por ti
Somos plenamente n�s mesmos
somente em rela��o um ao outro
Eu n�o te encontro por acaso
te encontro mediante uma vida
atenta
em lugar de permitir que as coisas
me aconte�am passivamente
Posso agir intencionalmente para
que aconte�am
Devo come�ar comigo mesmo,
verdade,
mas n�o devo terminar a�:
a verdade come�a a dois.
Eu fa�o as minhas coisas
e voc� faz as suas
N�o estou neste mundo
para satisfazer as suas expectativas
e voc� n�o est� neste mundo
para viver conforme as minhas
Voc� � voc�
Eu sou eu
E se por acaso nos encontrarmos
ser� maravilhoso
E se n�o,
n�o h� nada a fazer.
Eram belos os gestos secretos.
As palavras secretas.
�s vezes, ele me observa com ar cerimonioso.
S� ele v� a menina antiga sentada no sof�.
A menina de vestido de tafet�.
Menina com gestos de uma menina que gosta de mostrar que � bem-educada.
Que arruma ajuizadamente a saia para que n�o a notassem.
E desliza para a poltrona ao lado com a express�o complacente que t�m as crian�as diante das extravag�ncias dos adultos.
� preciso colocar acontecimentos, impress�es e sensa��es em perspectiva. Quando a gente chora e fica chateado com alguma coisa, logo vem algu�m dizer que n�o � t�o importante assim, que passa, que sara, e que depois de um tempo a gente entende tudo isso.
Bem, � verdade, passando um tempo, conseguimos colocar tudo em perspectiva, e entendemos qu�o desimportante era aquele sofrimento e passa.
Temos que ir at� o fim com cada tristeza. Deve-se ter paci�ncia.
Mas se temos que colocar tudo em perspectiva, isso significa que temos que colocar tamb�m as partes felizes no pacote? Cada vez que voc� ganha um olhar carinhoso, rouba beijo, dan�a na janela, v� seu nome na lista de aprovados, consegue aquele emprego bacana, se apaixona, ganha um amigo novo, v� que algu�m se importa muito com voc�, recebe telefonemas de outro estado da amiga/irm� querendo saber de voc� e que fica a enxugar suas l�grimas, mesmo distante....�, � preciso colocar isso tamb�m no pacote.
Acaba que eu estou achando que essa coisa de perspectiva tem que ficar pra depois.
jeudi, septembre 05, 2002
Recome�ar.
Um passo dado ao som da Valsa das Flores.
Passo de dan�a;
Movimentos suaves
Precisos
� preciso
Passar a existir.
Come�ar a ser.
Iniciar -
se
"Transforma��o � uma porta que s� se abre pelo lado de dentro".
Come�o do Caminho
mardi, septembre 03, 2002
�s vezes, eu queria muito ser mais velha, j� estar formada, ter mais op��es. �s vezes queria achar a sa�da. Ou pelo menos, conseguir entender o que me machuca nas palavras das pessoas. �s vezes eu n�o queria ser eu mesma.
� isso.
Update: N�o, n�o ser�; N�o agora.
dimanche, septembre 01, 2002
"Amar. Fechei os olhos para n�o te ver e a minha boca para n�o dizer.
E dos meus olhos fechados desceram l�grimas que eu n�o enxuguei e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas.
O amor � quando a gente mora um no outro. "
M�rio Quintana.
Sua sombra est� aqui sobre a mesa.
E inexplicavelmente, o sol nascente
vai apagando a minha l�mpada
e n�o a sua sombra
os seus gestos
o seu cheiro
o seu sabor
a sua voz tr�mula.
Eu sei que voc� est� aqui.
Voc� nunca me deixa, nunca.
Tenho voc� dentro de mim,
bem no fundo, no sangue.
Voc� corre em minhas veias,
voc� passa por meu cora��o
e se purifica em meus pulm�es.
Me embriaga
Eu te amo
Eu te sinto
Eu te vivo.
